NEPTUNO

Perdi o meu pente cor de vento na tempestade da saudade
Quando tudo que queria eras tu
Descrevo círculos de fogo em volta de mim, como se os teus braços fossem,
E deixo-me embalar na dormência das recordações
Serás tu meu Neptuno dono do meu adormecer
De tempestades agudas e seladas por ondas do querer,
Quando na humanidade nada vejo
Só por ti não cega o meu amor
Não sou Neptuno, mas possuo a força e o poder da lava de um vulcão
Que arrasta em mim á demência que não controlo
E descontrolo até ao amanhecer os doces ventos da paixão
E agora, tu?
Hoje o meu vestido serão as algas estelares porque esta noite
Danças em meu redor, como uma chama eterna que não se apaga,
Envolves-me no teu mistério e fascinas-me com os teus enigmas,
Inebrias-me na bruma de sentimentos perfumada de ti
Criaremos o universo intermédio dos sentidos aguçados
Desafiarem os todos ao redor, nosso universo será, o verdadeiro livre.
E ao vento não vamos deixar respirar
Lá estarei rodopiando na demência dos sonhadores
Dançando a valsa da infinita saudade
E eu de peito aberto saltarei de emoção,
O desejo de virar a pagina e ler uma outra passagem,
Talvez uma rima, um silêncio,
Um carinho ou apenas o momento de te amar
Hooooooooooooooooooooo!
Tu infinita saudade
E da saudade agora estou cheia
De amores como tu estou farta
De ser beijada sem ser amada
De corrrer sem encontrar
De encontrar sem encantar
Está o meu pente sem qualquer mente
Quem em ti se encontra ohhh filho das paixões inusitadas?
Que procuras tu criança do mundo?
Quem és tu afinal?
E o que procuras do amor e do mar?
Do mar nada sei, do amor tudo
Tudo mesmo eu quero
Na mente dos homens dementes odiar assemelha-se ao amar
Só não quero as lágrimas vermelhas
Rimara o amor ao mar?
Que a loucura
Estou exausto e sem forças
Não tenho um lenço bordado para enchugar as tuas lágrimas
Apenas as posso colher neste meu lençol infinito
No infinito dos meus sonhos estas tu
Pedaço de mel que se mistura com os incensos de mel e canela
E mesmo assim sem sabor na curta travessia, que toca o tempo
Ouvirei eu os teus apelos de tao longe me falas
Não rima nem o amor nem o ódio nem o mar,
Mas juntos conjugámos o verbo amar,
Em tempos e modos, que não existem para mais ninguém
Foram inventados á nossa imagem,
Para nos sentirmos mais próximos uns dos outros
Sou contrario as vossas emoções pois que verbo não sou
Eu existo, poderas sempre ver-me, tocar-me e sentir-me se o desejares
E o meu desejo é de quem?
De vos que mais saibeis? Senão que és o principio de um em outro
E o que sinto o que é?
Lembras-te daquele homem demente que te falei?
Exausto e sem forças
quem é ele?!
quem sou eu?
O que faço aqui?
Deambulo perdido nesta sonho
Que também é vosso
E seja ele, eu, ela, nós
O vosso é mesmo o mundo idiota e com regras
O mar não sabe amar, nao sabe odiar…
O mar sabe apenas ser mar
E tu o que sabes tu ser?
E eu sei apenas amar, e ponto final.

Amar…
Eu sei que é o frio que percorre o corpo, é o quente que faz arrepiar,
São as emoções que se querem dar e perder em loucuras desmedida
Transpiro a vontade de estar, o querer, o abraçar, o beijar e o não conter,
De prazer, carícias e murmúrios
Sorrio ao entumecer dos seios, ao tremor miudinho que me abala por dentro,
Ao calor que sinto nascer na face, nas mãos, ardo no lume que me queima por dentro
Descrevo circulos de fogo em volta de mim, como se os teus braços fossem
E deixo-me embalar na dormência das recordações

Luanda 16-06-2006 * Na Ponte – 5.00 pm * Yara/Reis/Kardo

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~ por nossacor em 2007; fevereiro.

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